terça-feira, 18 de outubro de 2016

ALUGANDO FILME PRA PARENTADA ASSISTIR

Olá, estava voltando de um pub na Alameda Franca e conversando com meu amigo Pedro (editor de redação da editora Abril) fiquei indagado sobre um assunto muito peculiar.
ALUGANDO FILME  PRA PARENTADA ASSISTIR.

Lá no meu apartamente eu moro sozinho.
Então não tenho motivações pra alugar filmes para meus parentes assistirem.

Mas uma época eu namorava uma perva (estudantezinha faculdade de direito São Judas, não passou na OAB) , e vira e mexe eu sempre alugava um filme pra fazer sala na casa dela.

Não só o casal apaixonado aqui assistia, mas o pai, mãe, irmão, primo, vó , vô (ex sargento) entre outros sentavam no sofá para assistirem um pouco de sétima arte.

Pra não fazer feio nessa primeira noite de filme que estávamos proporcionando, resolvi colocar um filme foderástico. Aluguei "Metropolis" do Fritz Lang.

Sem comentários né.

Logo no começo do filme já xingaram "AFFF, filme preto e branco" e depois "Credo, não tem vozes"
Acharam o filme uma porcaria.

E ainda meu ex-sogro brincava "Pow filha, tem que escolher melhor o namorado...".
Mas quem sou eu para explica Fritz Lang para uma família de desajustados artísticamente ?
Na semana seguinte levei um filme genérico qualquer só para testar.
CLICK!
Do Adam Sandler.
Resultado ? Se apaixonaram pelo filme.

E ainda disseram:
 "Nossa Osvaldinho, que filme maravilhoso... faz refletir sobre a vida"
Refletir sobre a vida?
E Metropolis é o que então?
ALUGANDO FILME PRA PARENTADA ASSISTIR

Fica aqui minha falta de esperança pelos futuros cinéfilos, onde são criados dentro de famílias que tomam Dolly em aniversários, com irmãs que reblogam cupcake no tumblr...

Daí o resultado é sempre o mesmo - surgem daí vários filhos fãs de Naruto, Click, Ben Stiller, filmes da Marvel e God of War.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Yoshi's Island deveria ser estudado em faculdades de jogos.

Yoshi's Island é um jogo de plataforma da Nintendo. Um "jogo de pular". Mas a aventura do Yoshi é muito mais do que que aparenta ser...

Da mesma forma que Citizen Kane para os cineastas ou Shakespeare para escritores, Yoshi's Island é uma lição para os desenvolvedores de jogos.


Análise do jogo:
Yoshi's Island

Ficha técnica:
Desenvolvedora: Nintendo
Data de lançamento: 1995
Gênero: plataforma, sidescroller

Super Mario World 2 - Yoshi's Island, foi um dos últimos jogos lançados para o Super Nintendo. Capitaneado por Shigeru Miyamoto e com uma trilha sonora de Kōji Kondō. Apesar do nome, não é em nenhum sentido uma sequência de Super Mario World, funcionando mais como uma prequel no sentido cronológico.

Certamente funciona como uma sequel quando consideramos os avanços técnicos em relação ao jogo anterior.

E do ponto de vista técnico, Yoshi's Island é uma das maiores realizações da Era 16-Bits. O jogo transborda talento, competência e criatividade. Mas é um tipo especial de criatividade: uma criatividade livre e infantil que se torna a alma do jogo.

A jogabilidade, a estética e a história do jogo se fecham num círculo perfeito, complementando umas às outras numa harmonia quase matemática. 
A começar pelas capacidades do Yoshi, com as quais consegue interagir com cada centímetro do cenário.


Quero dizer, é notável que cada um dos níveis deve ter levado muito tempo para ser desenvolvido. 

No jogo anterior Super Mario World, controlávamos o Mario, e os níveis que mais saiam do comum (os níveis que exploravam possibilidades mais engenhosas no desenho de mapa), eram as fases do mundo secreto, o mundo da estrela. Ou seja, as fases mais criativas eram opcionais. 

Yoshi's Island inteiro é o "mundo da estrela" (do ponto de vista criativo). Parece que em todas as fases eles tiveram essa mesma liberdade para ousar e experimentar com coisas novas. 

O jogador deve encarar um desafio diferente praticamente em todas as fases.

Por exemplo, para seguir em frente, pode ser necessário que o Yoshi transforme-se em submarino, carro, trem, helicóptero ou escavadeira! E cada veículo tem características que mudam completamente a dinâmica da fase. Apesar disso, o jogador aprende a dirigir os Yoshis-motorizados de forma intuitiva graças à metrificação precisa dos cenários desenvolvidos pela equipe japonesa.

Além de ter cinco formas, o Yoshi consegue planar por alguns segundos mantendo o botão do pulo apertado. Se analisarmos do ponto de vista do cara que planeja as fases, essa habilidade do Yoshi é uma decisão muito interessante por parte dos responsáveis pelo projeto: a princípio, parece que o poder planar torna o jogo mais fácil - mais sem graça! 

No entanto, planar não "facilita" nenhuma das fases de Yoshi's Island, apenas abre novos planos nos cenários: enquanto a progressão do jogo anterior é horizontal e para a direita, Yoshi's Island permite uma ação para todas as direções. 

Yoshi's Island é o plataformer 2D mais 3D já produzido!

Aos 12 anos, eu era absolutamente fascinado pela criatividade injetada nos chefes, nos cenários animados, nos cenários estáticos, nos desafios... Ao 25 anos, e Yoshi's Island ainda tem o mesmo charme.


O jogo é uma verdadeira obra de arte, e prefere mostrar do que dizer. Inclusive, muito de seu humor vem do seus visuais.

O jogo tem um humor visual e com apelo infantil.
A trilha sonora por sua vez, não é muito variada, com apenas 36 minutos de música.

Isso é pouco para um jogo consideravelmente longo... 

No entanto, a trilha sonora é deliciosa, e logra transmitir uma atmosfera divertida nas fases ao ar livre, ou uma atmosfera de "sombrio-amigável" (se é que isso é possível) nas fases em cavernas.

A trilha sonora é ao mesmo tempo infantil e teatral. Um verdadeiro "show infantil da Broadway".

Parece a trilha sonora extraída da cabeça de uma criança brincando: uma brincadeira que só ela entende, mas é uma aventura grandiosa, colorida e tudo dá certo no final. 

Nota máxima!


Obrigado por ler.


Volte sempre!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Dicas de "como" ler poemas.

Você nunca entendeu o que há de tão legal na poesia?

Esta é a sua postagem!

Você tem dificuldade para ler poemas?

Leia esta postagem!

Querido leitor, pense por um momento: você realmente não gosta de poesia? 

A poesia está mais presente em sua vida do que você pensa! Nas músicas, nos livros, nos filmes, nas paisagens...

Enfim, poesia é vida.

Ou como já disseram antes que eu e muito melhor:


"A poesia é conhecimento, salvação, poder abandono, operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza, exercício espiritual, é um método de libertação interior. A poesia revela este mundo; cria outro."



Admito que o gosto por poemas surgiu tarde na minha vida, mas agora não vivo sem.

Aí vão algumas dicas:



1 - Tente outra vez...


Nem todo poema vai atingir o leitor. Em alguns casos, você não vai sentir a poesia de um poema até que você o leia pela segunda vez ou o leia de novo anos depois, quando você tiver experiências de vida diferente, talvez então, de alguma maneira o poema falará a você. 

2 - Encontre o seu autor preferido. Leia vários autores!

Na mesma nota, você pode gostar muito de um autor e não gostar tanto de outros. Aproveite que poemas são curtos e leia muitos autores. Você pode fazer "amizade" com vários poetas no mesmo dia. Um bom poeta para quem quer começar é Vinicius de Moraes, pois ele é muito popular, muitas dos seus poemas viraram música e sua temática de amor é universal. Mas talvez você seja uma pessoa que se identifique mais com o romantismo refinado de Olavo Bilac ou por fim, te apeteça a engenhosidade de Leminski.




...ou talvez você seja uma pessoa que encontre um irmão espiritual nos poemas melancólicos de Edgar Allan Poe. 


3 - Entenda um pouco os recursos dos poemas



"Odeio poemas [...] A maioria dos poemas que já li é de uma chatice sufocante. Começa pela escolha de palavras: raramente um poeta escolhe palavras simples para escrever poesia" - Desabafo aleatório que pode ser encontrado neste blog.



Saber um pouco sobre o lado teórico da poesia faz com que você olhe para esses textos com novos olhos. Na imagem abaixo, temos um exemplo de metrificação de um verso de Camões. No soneto por exemplo, cada linha do texto tem 10 sílabas e a disposição das rimas também não é por acaso. Isso nada mais é que uma convenção que restringe a liberdade do poeta. Para fechar seus versos em 10 sílabas poéticas e encontrar palavras que façam as rimas, o poeta recorre ao vocabulário inusitado tão à comum poemas. Essa convenção era muito forte no Barroco e no Parnasianismo, por exemplo. No Pós-modernismo, no qual estamos agora, o verso livre é lugar-comum na poesia.



Mas ainda lemos os clássicos, pois suas temáticas são atemporais. E justamente por terem um formato mais tradicional, deve-se ler esses poemas com um respeito ao trabalho que o poeta teve ao conseguir expressar-se dentro dessas formas.

Note que isso não tira o mérito dos poemas modernos e a utilidade de entender a engrenagem que confere alma aos poemas, que são ricos em figuras de linguagem e criatividade.




 






Imagina o o trabalho que deve ser traduzir um soneto? Achar uma palavra equivalente para a tradução de forma que o verso continue tendo 10 sílabas e as rimas nos mesmos versos? 


4 - Versos de Ritmo livre


A pessoa pode dizer que não gosta de poesia, mas ouvir músicas curtindo as letras, que nada mais são do que poesia. Nas músicas encontramos os chamados poemas de ritmo livre. Segundo o gramático Bechara:


O verso de ritmo livre não tem número regular de sílabas, versos e estrofes, nem são uniformes e coincidentes o número e a distribuição das sílabas átonas e tônicas responsáveis pelo movimento rítimico.


O verso de ritmo livre exige do poeta uma realização tão completa quanto o verso regular. À primeira vista parece mais fácil de fazer do que o verso metrificado. Mas é engano. Basta dizer que no verso livre o poeta tem de criar o seu ritmo sem auxílio de fora. É como o sujeito que solto no recesso da floresta deve achar sozinho seu caminho e sem bússola, sem vozes que de longe o orientem, sem os grãozinhos de feijão da história de João e Maria. Sem dúvida não custa nada escrever um trecho de prosa e depois distribuí-lo em linhas irregulares, obedecendo tão somente às pausas do pensamento. Mas isso nunca foi verso livre... O modernismo teve isso de catastrófico: trazendo para a nossa língua o verso livre, deu a todo o mundo a ilusão de que uma série de linhas desiguais é poema.



5 - Leia poemas!



Mas também não estude demais! O importante é ler os poemas! 

Pensando nisso, trouxe ao blogue alguns de meus favoritos. Novamente: nem todo poema vai tocar você! 

No entanto, eu acho que O bicho, de Manuel Bandeira é praticamente didático no que se refere a demonstrar o poder de um poema de evocar sentimento. É curto, é brutal, é cru.



O bicho 

Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem




- Manuel Bandeira



Por hoje é só pessoal.

Mi casa es su casa: poste o seu poema favorito nos comentários!

Dicas de inglês: algumas regularidades na pronúncia da língua inglesa

Welcome to my blog, everyone! Eu sou o professor que não viajou para o exterior, e por isso, não consegue empregos em cursos particulares. Por esse motivo, tenho tempo para manter um blogue.

E o tema de hoje é...

Pronúncia!

World - Word
By - Buy
Three - Tree
Sit - Seat

- Pronouncing the Schwa

Chocolate

Elaborate

- Pronouncing Silent Consonants
Wednesday - Wednesday 
Foreign - Foreign

- Palavras cognatas (parecidas em ambos idiomas) com pronúncias diferentes:


Gorilla - Gorila 

Hospital - Hospital é pronunciada "Róspitaw"

- As particularidades do brasileiro:

A nossa língua materna acaba influenciando o nosso inglês:

Em algumas variantes do português brasileiro, pronunciamos um "ch" entre um T e um I “tchime” (time), “tchia” (tia), “tchijolo” (tijolo). (quando o T vem antes de um I.)

Outro erro comum é não conseguir diferenciar as vogais duplas. Feet é pronunciado como um I mais longo (como se fosse “fiiit”) enquanto fit é curto e rápido. E não se esqueça de pronunciar um T limpo ao final, e não “fitchi”.

Referências:

http://cursodeingles.uol.com.br/artigos/dicas/as-gafes-que-os-brasileiros-cometem-ao-falar-ingles/#rmcl

http://dictionary.cambridge.org/pt/

https://pt.babbel.com/pt/magazine/como-identificar-um-brasileiro-falando-ingles

As maravilhosas ilustrações de Josh Kirby - Parte 2


Esta é a capa do Diggers, públicado em 1990.

Tradução livre: Escavadores (o livro não foi publicado no Brasil)

Os gnomos têm apenas quatro polegadas de altura.

Quando os humanos atacam sua pedreira, o natural a se fazer é correr. Mas eles têm na cabeça essa ideia louca de contra-atacar. Afinal de contas, todo mundo sabe que os gnomos são mais rápidos e mais espertos que humanos.

E agora eles têm uma arma secreta...




Esta é a capa de The Hogfather, o vigésimo livro da série ainda sem tradução no Brasil.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Verbo vivo #2

O que é tempo? O que é modo? Como estudar verbos em língua materna?

Sob a tag Verbo vivo, postarei sobre verbos, buscando a melhor maneira de fazê-lo.

Dessa vez a postagem é sobre o pretérito imperfeito do conjuntivo.

Mas o que é conjuntivo? É o modo verbal que tem valor semântico de possibilidade, uma expectativa ou uma dúvida. Veja como fica a conjugação do verbo amar no modo conjuntivo:

Se eu amasse
Se tu amasses
Se ele/ela amasse
Se nós amássemos
Se vós amásseis
Se eles amassem

Ao estudar línguas estrangeiras, nos aprofundamos bastante no estudo dos verbos. Mas em língua materna, não precisamos aprofundar tanto por que usamos todos esses modos e tempos verbais "instintivamente". 
 
Será?
 
Veja o exemplo:
 
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vi
Dentro do meu coração
 
Pois é...
 
A letra da Ivete Sangalo nos diz que podemos usar propositadamente esse recurso da língua.
 

domingo, 9 de outubro de 2016

As maravilhosas ilustracoes de Josh Kirby


Josh Kirby ilustrações

Bertrand capa horrível Josh Kirby Ilustração

Terry Pratchett capas

Bruxas Conrad


Verbo vivo #1 - Os verbos abundantes

O que é tempo? O que é modo? Como estudar verbos em língua materna?

Sob a tag Verbo vivo, postarei sobre verbos, buscando a melhor maneira de fazê-lo.

Começarei com uma lista de verbos abundantes, aqueles que admitem duas formas.

Acendido - aceso
Eleito - elegido
Entregado - entregue
Enxugado - enxuto
Expressado - expresso
Expulsado - expulso
Extinguido - extinto
Ganhado - ganho
Imprimido - impresso
Isentado - isento
Matado - morto
Salvado - salvo

Então, quando alguém te corrigir dizendo que "Não é imprimido, é impresso", você pode quebrar as pernas da pessoa dizendo que imprimir é um verbo abundante, e portanto, admite as duas formas.

sábado, 8 de outubro de 2016

O Mar de Monstros - Uma aventura para todas as idades

Rick Riordan, autor americano conta, no segundo volume da série, uma história de um menino enredado numa guerra de deuses. 

Mas não é só isso: ele conta uma história sobre família e sobre identidade.

Análise do livro:
Percy Jackson e os Olimpianos 

Mar de Monstros 
Ano: 2009 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Nas primeiras páginas do livro, temos um vislumbre de quem é Percy, e de quem é sua família. No resto do livro, temos ação desenfreada e complicações que envolvem o protagonista, um semideus, seus amigos e os deuses gregos.

Notem que não falei deuses da "mitologia" grega, pois mitologia implica que ninguém acredita neles. 

Percy, por exemplo, acredita neles. 

Afinal, ele não tem muita escolha: ele é filho de Poseidon, deus dos mares e dos lagos.

Ele não acredita, porém, que ele seja um bom pai. 

Ele é um pai nada presente. Nem um "oi, tudo bem filhão" no Facebook o desgraçado manda. O seu filho sofre um ataque de monstros toda vez que vai comprar pão e nada do seu pai, um dos Grandes Três deus do panteão mandar uma ajudinha.

Felizmente ele tem anaklusmos, uma espada mágica com a qual pulveriza monstros antes que possam perguntar se no céu tem vinho (e morreu).

Oportunidade para usar a espada é o que não falta, porque o ritmo da narrativa é alucinante - Percy e seus amigos praticamente pulam de uma aventura para a outra. Mas antes do livro começar pra valer, acompanhamos um pouco da rotina mundana do protagonista. Além de sentir falta do pai, Percy é aquela criança diferente na escola. 

E tudo que é diferente precisa ser martelado até entrar no padrão.

É aí que, o que parece ser um grupo de bullies revela ser um ataque de monstros, e Percy é salvo pelo personagem mais legal introduzindo em O Mar de Monstros: Tyson, seu meio-

irmão cíclope. Quando ele descobre que tem parentesco com um monstro, Percy fica ainda mais triste com seu pai. Inicialmente ele isola seu irmão, por ter inveja e querer que seu pai se faça mais presente em sua vida. O livro mostra um lado mais imperfeito de Percy quando ele considera humilhante ter um irmão cíclope. É um bom conflito emocional para temperar as matanças no mar de monstros que vem a seguir.

Considerando as profecias, o perigo constante e tudo o mais, Percy é um menino de sorte: ele tem uma mãe que o ama, os seus amigos semi-deuses, e agora um irmão cíclope, que prova ser um irmão leal e dedicado. Ele vive entre dois mundos em busca de sua identidade, e apesar dos perigos, ele se sente realmente feliz quando está no Acampamento Meio-sangue, onde os filhos dos deuses passam as férias.

No mar de monstros, eles enfrentam uma tripulação esqueleto, sereias, feiticeiras, ovelhas carnívoras e muitos mais.

Não preciso dar um resumo do livro. Há muitos desses na blogosfera afora.

Apenas concluo que, por mais que acompanhar Percy e amigos navegar o mar de monstros seja muito legal, não percebemos que o real motivo de virarmos as páginas do livro é porque nos vemos um pouquinho em Percy.

Ele representa o menino que carece da figura paterna. O menino diferente. O menino com dificuldades na escola. O menino que éramos quando tínhamos 12 anos.

Obrigado por ler!

Até a próxima!